Sandra Carvalho apresenta Estratégia Nacional para os Materiais Avançados no Encontro Ciência e Inovação 2026
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A Professora Sandra Carvalho, Presidente da Sociedade Portuguesa de Materiais (SPM), apresentou a Estratégia Nacional para as Tecnologias Emergentes – Materiais Avançados durante o Encontro Ciência e Inovação 2026, reforçando o papel dos materiais avançados como um dos pilares da competitividade, da inovação e da soberania tecnológica de Portugal.
Coordenada cientificamente por Sandra Carvalho, na qualidade de Presidente da Sociedade Portuguesa de Materiais, a estratégia foi desenvolvida ao longo de vários meses em estreita colaboração com a PLANAPP – Centro de Competências de Planeamento, de Políticas e de Prospetiva da Administração Pública, a Agência Nacional de Inovação (ANI) e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
Mais do que um exercício de reflexão estratégica, este trabalho foi concebido como um instrumento de apoio à definição de políticas públicas, destinado a contribuir para a identificação das prioridades nacionais no domínio dos Materiais Avançados e para a sua integração na futura Agenda para a Inovação (AI²). O envolvimento da PLANAPP reflete precisamente esta ambição de aproximar a ciência da decisão política, disponibilizando ao Governo uma visão estruturada e fundamentada para orientar investimentos, programas e medidas capazes de reforçar a competitividade do país.
A elaboração da estratégia assentou num amplo processo participativo, envolvendo representantes da Administração Pública, universidades, unidades de investigação, Laboratórios Colaborativos (CoLAB), centros tecnológicos, clusters, associações empresariais e empresas dos principais setores industriais nacionais. Este trabalho colaborativo permitiu identificar capacidades científicas e industriais, necessidades de investimento, desafios tecnológicos e oportunidades de posicionamento de Portugal nas cadeias de valor europeias dos materiais avançados.
A estratégia propõe uma visão integrada para posicionar Portugal como uma referência europeia na descoberta, desenvolvimento, qualificação e industrialização de materiais avançados, reconhecendo estes como uma tecnologia habilitadora transversal para setores estratégicos como a mobilidade e construção resiliente, os semicondutores, a energia, o espaço e defesa, a saúde e a digitalização.Entre as principais recomendações destacam-se o reforço da transferência de conhecimento para a indústria, a criação de infraestruturas tecnológicas e linhas-piloto, o desenvolvimento de mecanismos de demonstração e qualificação tecnológica, a promoção de instrumentos de financiamento orientados para missões estratégicas e o fortalecimento da articulação entre academia, indústria e Administração Pública. O objetivo é reduzir o denominado "Vale da Morte" da inovação, acelerando a transformação do conhecimento científico em produtos, processos e tecnologias com impacto económico e social.
Um dos objetivos centrais da estratégia consiste em afirmar os Materiais Avançados como um domínio estratégico da nova Agenda para a Inovação (AI²), refletindo o seu caráter transversal e a sua capacidade para impulsionar a transformação industrial, a sustentabilidade, a autonomia estratégica e a criação de valor. A estratégia pretende, assim, contribuir para uma política nacional de inovação mais integrada, alinhada com as prioridades europeias e orientada para o desenvolvimento de tecnologias críticas para o futuro.
No final da apresentação, Sandra Carvalho manifestou a sua satisfação pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Materiais, sublinhando que este constitui um importante passo para a afirmação da SPM como interlocutor de referência junto das entidades governamentais e do tecido empresarial na definição de políticas públicas para os materiais avançados.
Para a Presidente da SPM, este reconhecimento demonstra que a Sociedade está a cumprir a sua missão de congregar a comunidade científica, tecnológica e empresarial, promovendo o diálogo entre investigadores, centros de investigação, universidades, empresas e decisores públicos, de forma a acelerar a inovação, a transferência de tecnologia e a competitividade da indústria nacional.
